A Verdade?
Sinto que escrevo, ultimamente, com raiva. Mais do que antigamente. Tenho escrito coisas de modo frenético e sem pensar. Simplesmente vomito as palavras. Não busco nada nelas, nem tenho a intenção de atingir algo ou alguém. Como eu disse há um tempo atrás, simplesmente golpeio o papel. Ou o teclado...
Escrevo com raiva, porque o tempo é um vírus entranhado em nosso ser que vai nos matando segundo a segundo. Homens com muito ou nenhum QI já tentaram entender e até controlar o tempo. Mas foram destruídos, consumidos por ele. E morreram ou enlouqueceram sem encontrar respostas. Ou quem sabe, morreram ou enlouqueceram justamente por terem encontrado a resposta. E o que viram pode não ter sido nada agradável.
Mais uma frase do passado: “Fui ao futuro e hoje choro pelo que vi!”. Quem disse isto? Não importa.
Ontem a noite eu olhava o céu e pensava que, com certeza, tem alguma coisa “lá fora”. “ A verdade está lá fora?” Talvez. Que verdade? Somos merecedores desta verdade? Duvido! Somos uma raça desprezível aos olhos do universo, vergonhosa aos olhos daqueles que ousam ter a coragem de olhar para nós mesmos.
Escuros olhos nos espiam das trevas? A criança está com medo no berço? FODA-SE! É o que dizem os intelectuais. “Somos fortes e estamos protegidos pela redoma de nossa vasta ignorância.”
Berra o ser no escuro da dor! Geme o animal agonizante. Treme a criança indefesa no abraço da morte! Lamenta o Ser Criador!
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